top of page

Hamnet - Crítica: 4/5

  • Writer: Gabriel Sousa
    Gabriel Sousa
  • Jan 17
  • 2 min read

Há tempos em que é preciso haver tragédias em nossas vidas, principalmente para que o universo possa nos testar, e consequentemente, nos mostrar o porquê de tal frustração. Podemos ficar encasquetados com tais sentimentos negativos, mas é preciso o sofrer para o vencer. Somando a todo este contexto, neste novo longa dirigido por Chloe Zhao, vemos o que podemos chamar de sofrimentos, envolvendo emoções atemporais onde residimos. 



Abrindo o longa com um plano fechado, sendo também acrescentado ângulos plongée e contra-plongée, podemos observar aquela que viria a ser a nossa “ protagonista” – e sim, estas aspas farão sentido para aqueles que assistiram ou ainda irão assistir ao filme –, Agnes (Buckley). Pois bem, É algo indiscutivelmente sábio, de um ponto de vista narrativo, a direção e o roteiro de Zhao retratar e nos aproximar do longa em seus primeiros vinte minutos. Ou seja, apresentando também o seu cônjuge, William (Mescal). 



Após nos apresentar ao casal principal, Zhao vai construindo, através da montagem primorosa de Affonso Gonçalves, um clima tenro, sem qualquer indício de malefícios aos personagens citados. O tal clima, porém, vai degradando-se a medida em que a trama se desenvolve, o que é um ponto mais que positivo, é um verdadeiro mérito de seu magistral roteiro. 



Outro artificio que podemos apreciar no longa de Zhao, é a fantástica direção de arte, realizada por Fiona Crombe. Cada figurino e/ou cenário foi escolhido a dedo por Crombe, ao criar um cenário divisivo e até paradoxal, já que o figurino vermelho – dando uma ideia de valentia – de sua protagonista predomina durante todo o primeiro ato. Pois, ao nos conduzir à problemática da trama, seu figurino vai tornando-se cada vez mais sóbrio, sem brilho ou alegria. Um verdadeiro espetáculo, orquestrado com pura arte por parte de Crombe.



A esta altura da crítica, qualquer leitor sensato deve presumir que gostei apenas da parte visual e técnica do longa, mas é neste ponto em que enganam-se. Seu roteiro tem sim certas falhas, o exagero ao criar cenas de drama, entre outros. Mas, na realidade, Hamnet não é apenas um drama qualquer, trata-se da história do filho de um dos maiores artistas da história da humanidade, e que haveria de ser desta forma, neste contexto. 



E há ainda um destaque para a mirim atuação de Jacobi Jupe, que deu vida ao verdadeiro protagonista do filme. E não é nenhum absurdo dizer que sua performance faz jus ao seu personagem.



E o exagero, como citei anteriormente, embora falho em alguns momentos, não é um defeito. Isto só fortalece as mais profundas emoções do espectador.



E é uma de suas maiores virtudes.

 
 
 

Recent Posts

See All
Crônica - O Telefonema Gratuito

Numa cidade pouco movimentada, bem pacata para falar a verdade, ironicamente havia barulhos de todos os tipos em sua avenida principal....

 
 
 

Comments


Post: Blog2_Post

84996141813

Formulário de inscrição

Obrigado(a)

©2022 by Cine Se7e. Proudly created with Wix.com

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
bottom of page