top of page

Superman - Crítica: 3/5

  • Writer: Gabriel Sousa
    Gabriel Sousa
  • Jul 12, 2025
  • 3 min read

O universo dentro do cinema quando se trata de super-heróis, é usado com abuso por diversos realizadores – e dentre estes, incluo produtores (executivos ou não), roteiristas e, sobretudo, diretores –. Pois bem, enfim chegamos à nova versão de um dos mais aclamados, badalados e conhecidos do universo já citado. Em longas anteriores a este, tais realizadores utilizaram-se de artifícios diversos, seja de um ponto de vista do protagonista, ou até mesmo de efeitos visuais e/ou especiais. Desta vez, vemos que James Gunn não se atentou a detalhes – embora pequenos, fundamentais – de filmes do gênero, pois acabou não sendo mais do mesmo.


Abrindo o longa com uma cena de seu protagonista após perder uma batalha – tendo isto citado já nos créditos iniciais –, Superman nos introduz a uma moderna versão de seu personagem-título (David Corenswet), junto ao seu mascote, Kripto, em um local totalmente inabitável, coberto de neve, que abrigava robôs em uma espécie de K.G. Neste quesito, o longa é hábil ao não nos apresentar, de prontidão, à cidade onde os demais protagonistas viviam. E, em relação aos protagonistas, logo após este prólogo, somos direcionados imediatamente àqueles que serão fundamentais ao longo da trama. Sendo estes, Lois (Rachel Brosnahan) e Jimmy Olsen (Skyler Gisondo), junto ao então jornalista – assim apresentado desde o clássico longa de Donner, em 1978 – Clark Kent, cujo alter ego não é revelado.


O roteiro de Gunn, contudo, é objetivo, sim. Mas há exceções e negativas sutilezas, pois, mesmo estabelecendo uma trama construtiva e com uma certa coesão, peca em atenuar diálogos indubitavelmente clichês, batidos, sem importância, que enfraquecem muito a narrativa. Se estendendo até o terceiro ato da obra. Sem contar, obviamente, os demais motivos que Gunn encontra para fazer o filme se mover. A começar por um leve desencontro que há entre o primeiro e o segundo ato, que acaba sendo um dos seus pretextos para que o longa encerrar-se de qualquer forma. Uma ideia totalmente pífia que gerou ao espectador apenas exaustão.


Contrapondo os terríveis erros do roteiro, a trilha sonora de John Murphy é veemente coerente com o que está sendo exibido em tela, lembrando de obras de suspense até longas igualmente deste mesmo gênero. E sua sutileza é, assim como citei há pouco, astuta, frisando em cenas tensas, com um longo acorde se elevando. Mas, apesar de seus acertos, com o fracasso de certos diálogos, essa trilha soa até ridiculamente decepcionante.


Interpretado por Nicholas Hoult, o antagonista Lex Luthor surge, assim como nos longas anteriores, friamente e calculista. Isto, porém, não chega a se tornar um mérito ou demérito do ator, mas sim do próprio filme. Creio que ao escalá-lo para esta obra foi um rebanho de peraltices – evidentemente sem sentido – para que o roteiro encontrasse, a partir de sua performance, uma saída para evitar os inúmeros erros já citados. Afinal, dentre todas estas mudanças, não há sequer coerência, infelizmente.


Embora haja – merecidos – elogios para a parte técnica deste longa, incluindo, a meu ver, acertadíssimos efeitos visuais práticos, Superman veio a ser uma obra, de certa forma, tardia. Que é, sobretudo, uma sequência de erros cometidos por pura teimosia da direção. Um projeto que não sabe o motivo a que veio. Que, aparentemente, é um filme que, em suma, parece cegar-se para não enxergar o que realmente ele é.

 
 
 

Recent Posts

See All
Crônica - O Telefonema Gratuito

Numa cidade pouco movimentada, bem pacata para falar a verdade, ironicamente havia barulhos de todos os tipos em sua avenida principal....

 
 
 

Comments


Post: Blog2_Post

84996141813

Formulário de inscrição

Obrigado(a)

©2022 by Cine Se7e. Proudly created with Wix.com

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
bottom of page