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Maestro - Crítica: 5/5

  • Writer: Gabriel Sousa
    Gabriel Sousa
  • Dec 22, 2023
  • 2 min read

É impossível imaginar uma obra, cujos gêneros envolvem romance e música, não provocar reações extremas no espectador. Aliás, não é novidade para ninguém que um longa-metragem produzido por nomes como Martin Scorsese e Steven Spielberg, seja fantástico, reflexivo e provocador em relação às emoções do espectador. E claro, Bradley Cooper faz de tudo e mais um pouco para dar vida a este belíssimo filme. Cooper não só produziu, como atuou e dirigiu o longa. E assim, surgiu esta formidável cinebiografia do maestro Leonard Bernstein.

 

Roteirizado por Bradley Cooper, o filme nos leva a um dos últimos momentos do compositor, interpretado por ele mesmo. Após este momento, o longa ainda faz uma alusão a época em que o casal Leonard e Felicia (Carey Mulligan) vive. Como se realmente fosse uma época muito distante da qual o filme os acompanha. No primeiro ato, o longa é filmado apenas em preto e branco, dando esta tal visão de que, no início da relação entre o casal, esta era a tal época em que viviam. E este é um dos principais fatores para dar vida e coerência à trama. Pois foi filmado verticalmente e, em certos momentos, a câmera fica fixa a dois personagens após um diálogo entre eles. E nestes diálogos sempre há, no final, uma discussão, deixando o clima com mais tensão possível.

 

Interpretada com delicadeza e sutileza por Carey Mulligan, a protagonista da trama é hábil em praticamente todos os aspectos. Hábil em seus momentos de raiva ou tensão, hábil em cenas afetivas com seu marido, e hábil como uma mulher que, em seus últimos momentos em cena, é frágil. Sua performance é, em suma, sublime. E com certeza, uma ótima decisão da direção de Cooper.

 

Contudo, Maestro é nada mais que um drama sobre um compositor que teve uma vida conturbada. Mas, além disso, é também um ótimo drama de um ponto de vista reflexivo. Cada cena, cada momento em que o filme tem em relação a afetividade, não é cauteloso. Sempre há um certo exagero. Mas este exagero, ao fixar a câmera diretamente aos protagonistas, não é um erro. Afinal, isto era preciso para que tais cenas fossem emocionantes o suficiente para provocar aquelas tais emoções extremas, que citei anteriormente.

 

Com o trabalho excepcional de maquiagem de Kazu Hiro, quando há passagens de época em época, o longa ganha mais veracidade quanto aos protagonistas. Afinal, são interpretados pelos mesmos atores do primeiro ato do longa. E fazer com que tivessem tanta veracidade a medida em que o longa caminhava, foi mais uma excelente decisão de Bradley Cooper, junto à belíssima performance de Mulligan.

 

Maestro é, em suma, um longa que inspira o espectador a refletir. E quando digo refletir, é em todos os sentidos. E como citei anteriormente, reflexivo e provocador seriam as melhores deduções para este longa. Provocador à linguagem, reflexivo às emoções.

 

Maestro é uma obra-prima.

 
 
 

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